Se você acompanha a Energycoop desde o início, sabe que a nossa história nunca foi sobre pressa — foi sobre construção sólida. E é exatamente isso que estamos vivendo agora: um novo ciclo que não rompe com o passado, mas que se apoia nele para ir mais longe.
Nas últimas semanas, dois movimentos importantes marcaram essa virada: a atualização do nosso Estatuto Social e a realização da Assembleia Geral do dia 6 de abril, que elegeu a nova diretoria e os conselhos administrativo e fiscal. Mais do que atos formais, esses marcos representam maturidade institucional e preparo para um cenário que exige cada vez mais organização, estratégia e escala.
Um estatuto mais moderno para uma cooperativa mais preparada
A revisão do Estatuto Social não foi apenas uma atualização jurídica — foi um reposicionamento estratégico.
Ao longo desse processo, buscamos alinhar a Energycoop com aquilo que já vínhamos praticando na realidade: uma cooperativa com atuação nacional, com capacidade de operar em diferentes frentes e com vocação clara para inovação.
Entre os pontos mais relevantes, destacam-se:
- A consolidação da atuação em todo o território nacional, com possibilidade de expansão por meio de filiais, projetos e parcerias;
- A ampliação clara das frentes de atuação, incluindo energias renováveis, biogás, biometano, gestão de resíduos, biofertilizantes, tecnologia e inovação;
- O fortalecimento do papel da cooperativa em pesquisa, desenvolvimento e capacitação;
- A inclusão de temas fundamentais como economia circular, sustentabilidade e inclusão produtiva;
- Maior clareza nas regras de governança, responsabilidades e funcionamento dos conselhos.
Na prática, isso significa que a Energycoop agora tem um “manual de voo” muito mais alinhado com o que o mercado exige — e, principalmente, com o tamanho da oportunidade que temos pela frente.
A Assembleia de 6 de abril: legitimidade e renovação
Com o novo estatuto aprovado, a Assembleia Geral do dia 6 de abril cumpriu seu papel democrático ao eleger a nova composição dos órgãos de governança da cooperativa.
A nova chapa do Conselho de Administração ficou composta por:
- Presidente: Emerson Soares
- Vice-presidente: Vilson Martins Filho
- Secretária: Andrea Siewerdt
Diretorias:
- Diretora Administrativa: Leidiane Silva
- Diretora Operacional: Cintia Mochnacz
- Diretor Comercial: Joel Martins
Conselho Administrativo:
- Gabriel Nogueira
- João Ferri
- João Oliveira
Suplentes:
- José Espírito Santo
- Murilo Simão
Já o Conselho Fiscal passa a contar com:
- Marcus Vinicius Coleto
- Eraldo Campos Souza
- Jefferson Borges Bastos
Suplentes:
- Elber Correa Marco
- Eduardo Godoi
Essa composição já está em exercício, devidamente eleita em assembleia, e será oficialmente refletida nos registros públicos e no site institucional após a conclusão dos trâmites formais junto à Junta Comercial.
Mais importante do que os nomes em si, é o que essa nova diretoria representa: continuidade com renovação. Há experiência acumulada, mas também novas visões, novas energias e novas responsabilidades.
Um reconhecimento necessário: a primeira gestão
Antes de falar sobre o futuro, é preciso reconhecer o passado recente.
A primeira gestão da Energycoop teve um papel fundamental — talvez o mais difícil de todos: estruturar a base.
Foi essa equipe que:
- Definiu a identidade da cooperativa perante o mercado;
- Estruturou os primeiros produtos e serviços;
- Organizou os processos iniciais de governança;
- Validou o modelo cooperativo no setor energético;
- Criou as condições para que hoje possamos crescer com consistência.
Em um mercado ainda em formação, especialmente no campo do biogás e da energia distribuída, isso não é trivial. É trabalho de base — e trabalho bem feito.
O que estamos vivendo agora não é uma ruptura. É uma evolução natural.
O cenário: oportunidades gigantes, desafios reais
Não dá para falar de futuro sem olhar para o contexto.
O mundo está passando por uma transformação energética sem precedentes. A busca por descarbonização, segurança energética e soluções locais está redefinindo cadeias produtivas inteiras.
No Brasil, esse movimento ganha contornos ainda mais interessantes:
- Temos uma das maiores disponibilidades de biomassa do mundo;
- O setor agroindustrial gera resíduos em escala gigantesca;
- Há espaço real para expansão do biogás e do biometano;
- A geração distribuída já se consolidou como alternativa viável;
- A pressão por soluções ambientais está aumentando.
Mas junto com as oportunidades, vêm os desafios:
- Regulação em constante mudança;
- Necessidade de capital e estrutura;
- Complexidade técnica dos projetos;
- Concorrência crescente;
- Necessidade de profissionalização da gestão.
É nesse cenário que a Energycoop precisa se posicionar — e é exatamente para isso que essa nova fase foi construída.

O nosso modelo: cooperar para competir
Acreditamos, cada vez mais, que o modelo cooperativo não é apenas viável — ele é necessário.
Enquanto muitos modelos tradicionais concentram valor, a cooperativa distribui. Enquanto alguns dependem de escala centralizada, nós construímos redes.
Na prática, isso significa:
- Cooperados participando ativamente dos projetos;
- Geração de valor compartilhada;
- Redução de barreiras de entrada para novos participantes;
- Maior capilaridade territorial;
- Capacidade de atuação local com inteligência coletiva.
Não se trata de romantizar o cooperativismo. Trata-se de entender que, em um mercado fragmentado como o de energia distribuída e biogás, a organização coletiva é uma vantagem competitiva real.
Produtos e serviços: onde a estratégia ganha forma
A nova fase da Energycoop também passa por consolidar e escalar seus principais produtos e serviços.
Entre eles, destacam-se:
- Projetos de energia solar compartilhada;
- Desenvolvimento e operação de soluções em biogás e biometano;
- Implantação de sistemas de biodigestão, incluindo rota seca;
- Produção e comercialização de biofertilizantes;
- Consultoria técnica e estrutural para novos empreendimentos;
- Programas de capacitação e formação de novos profissionais.
O diferencial está na integração dessas frentes. Não estamos falando de produtos isolados, mas de um ecossistema energético completo.
Expectativas para a nova gestão
A nova diretoria assume com desafios claros:
- Transformar estrutura em escala;
- Tornar os projetos mais replicáveis;
- Ampliar a base de cooperados ativos;
- Consolidar canais comerciais;
- Estruturar parcerias estratégicas;
- Aumentar a previsibilidade financeira das operações.
Mas também assume com algo ainda mais importante: confiança.
Confiança dos cooperados, que acreditam no modelo.
Confiança do mercado, que começa a reconhecer a Energycoop como um player relevante.
Confiança interna, construída ao longo de um processo sério, transparente e coletivo.
Mais do que uma mudança, um posicionamento
Essa nova fase não é apenas uma troca de nomes na diretoria. É um posicionamento claro:
A Energycoop está pronta para crescer.
Com governança mais robusta, com um estatuto moderno, com uma equipe renovada e com uma base construída com responsabilidade, a cooperativa entra em um momento onde o desafio deixa de ser provar que funciona — e passa a ser escalar com qualidade.
Um convite aos cooperados
Por fim, vale reforçar: a Energycoop não é uma empresa tradicional. Ela só faz sentido se os cooperados participarem.
Essa nova fase exige mais engajamento, mais troca, mais construção coletiva.
Os desafios são grandes, mas a oportunidade é maior ainda.
Seguimos com uma crença simples, mas poderosa: quando bem estruturado, o coletivo vai mais longe.
E é exatamente isso que estamos construindo.



